RENATA SILVA - EP097
By PodpoCafe Podcast
Summary
Topics Covered
- Conhecimento compartilhado mobiliza transformação coletiva
- Café especial conecta história, qualidade e pessoas para transformar territórios
- Mulheres passam a existir quando reconhecem seu próprio valor
- Empoderamento é despertar; não se dá poder,enablece-se para occupar o próprio lugar
- Produtores nunca provaram o próprio café: precisamos despertar para nosso valor
Full Transcript
Hoje o nosso café vem com história, transformação e território. Eu tô muito feliz de receber hoje aqui nos estúdios do Pode Pô Café Renata Silva, essa mulher que tem um currículo desse
tamanho. Não consigo falar, gente, acho
tamanho. Não consigo falar, gente, acho que eu vou levar aqui uns 5, 10 minutos, mas a gente vai falar sobre muito sobre café, sobre o território de Rondônia e
sobre mulheres, sobre café e cultura, tudo que gera conexão. E o café é isso, traz essa humanização, essa ligação entre toda a cadeia.
Rei, muito obrigada por você tá aqui com a gente. Tô muito feliz com a sua
a gente. Tô muito feliz com a sua presença. E vamos falar de café, né? Eu
presença. E vamos falar de café, né? Eu
agradeço demais a oportunidade e o que nos conecta ao café, o café e as pessoas. Vamos começar esse bate-papo.
pessoas. Vamos começar esse bate-papo.
Então, vamos embora. Gente, ela levou um susto quando ela viu essa prensa que ela falou: "Meu Deus, olha o tamanho desse balde". É mesmo dorme amanhã, né?
balde". É mesmo dorme amanhã, né?
É, é verdade. Vamos tomar esse robusto aqui né?
Olha aí, que alegria. Tem um robusto amazônico aqui, hein?
Olha só, tem um robusto aqui. Presente
do Danilo Glove Coffee. É ele que também representa essa prensa aqui, viu? Super
prensa, né? Então, um brilde esse nosso
né? Então, um brilde esse nosso bate-papo. Obrigada. Vamos lá.
bate-papo. Obrigada. Vamos lá.
Muito bom. Hum. Delícia, hein? Já
ganhou.
Potente.
Potente. Então, eh, eu acho que hoje o nosso bate-papo ele vem assim com história, com território, com transformação né?
Eh, o, para mim, o café significa tudo isso. Se você me pedir para falar uma
isso. Se você me pedir para falar uma palavra que defina o café para mim hoje, que me faz ficar eh nessa área de trabalhar com isso, a transformação começa por mim.
E por falar, Milson, em uma palavra, eu já vou puxar uma pergunta que tava lá na frente. Se a Re hoje fosse um
frente. Se a Re hoje fosse um território, que território você seria?
Porque eu acho que Rondônia tá no seu coração. É onde você tem lá todo o seu
coração. É onde você tem lá todo o seu início, assim, todas as suas raízes, a sua base, mas eu acho que você hoje tá presente em tantos lugares que eu acho que ultrapassou
ou não.
Olha, meu território, eu costumo dizer, meu, a minha casa é é Amazônia, Rondônia, é onde eu tenho as minhas referências, é onde eu fui criada, né?
Onde eu tenho como base tudo que eu aprendi.
Uhum.
E eu acredito que hoje meu território é Brasil. Porque para mim não tem
Brasil. Porque para mim não tem fronteiras, né? E eu acredito que
fronteiras, né? E eu acredito que Rondônia me fez isso, porque tudo que eu aprendi lá, tudo que eu vivenciei lá me abriu as portas para conseguir fazer com que as outras coisas também, eh, que os
outros territórios também acessassem esse tipo de de conhecimento, de transformação. Então, meu território é
transformação. Então, meu território é Brasil. Eh, eu queria falar algo aqui
Brasil. Eh, eu queria falar algo aqui antes. Eu quero só deixar aqui um um
antes. Eu quero só deixar aqui um um ponto, uma curiosidade que lá na frente a gente vai falar que lá é a base dela, o território dela, mas eu tenho histórias muito engraçadas para contar da Renata que hoje está aqui. Eu eu
assisti, eu ouvi e é verdade.
Ai ai ai ai ai ai.
A Renatinha, ó, a Renatinha.
Mas eh voltando aqui, né? A Renata Silva hoje, comunicadora, especialista em café. Você tá à frente do movimento das
café. Você tá à frente do movimento das mulheres do Café de Rondônia. Você é
membro da diretoria da IWCA. Tá também
junto à mulheres da BIC.
Tanta gente, o currículo dela, eu até brinquei, né? Mas o currículo é assim,
brinquei, né? Mas o currículo é assim, eu não consigo, acho que vou ficar 5 minutos aqui falando, tá? A frente dessa parte da tecnologia e inovação do café
junto a rapa, servidora da Embrapa hoje, né? e um uma frase sua que me impactou
né? e um uma frase sua que me impactou muito e aí a gente começa a perceber mesmo o valor de um ser humano. Eu acho
que eu não tô aqui para tecer nenhum comentário com nenhuma eh eh nenhum interesse, mas eu olho muito no olhar das pessoas e naquilo que as pessoas
falam, né? E isso me impacta, as
falam, né? E isso me impacta, as conexões me impactam muito. E quando
você recebeu eh o troféu Mulher Inspiração lá na Expocafé, você falou assim: "Eu sou uma, mas não sou só". E
isso me tocou muito, porque eh isso mostra realmente o seu olhar para a mulher, o seu olhar humanizado e isso
traz um valor que não dá para mensurar.
Então assim, nesse ponto eu preciso falar sobre isso porque é admirável, tá?
É admirável e a gente percebe isso nas suas ações também, em tudo que você transita, né? Em todo o seu, a sua
transita, né? Em todo o seu, a sua postura diante de todos os territórios pelos quais você eh eh está e participa
e leva o seu conhecimento. Então, eh
isso aí é admirável. E aí quando a gente conhece a história da Renatinha, aí a gente conecta mais ainda. A gente vai falar disso lá na frente, tá
tranquilo? Mas assim, essa frase ela ela
tranquilo? Mas assim, essa frase ela ela faz parte de você, daquilo que você tem como propósito, como vida mesmo, como direcionamento. É isso.
direcionamento. É isso.
É, já ela já me já me quebra já.
Mas é verdade, assim, eh, eu tenho tenho comigo que o conhecimento que a gente guarda pra gente não vale nada se a gente não compartilhar, se a transformação acontecer só para mim
também, não faz sentido que não tem preço você vivenciar a transformação de outras pessoas, de você participar desse processo, de você trocar, né, e fazer
com que isso de alguma maneira também e te transforme ao mesmo tempo. Então,
isso para mim hoje é a base da minha vida. Eu tô aqui em Brasília hoje por
vida. Eu tô aqui em Brasília hoje por isso.
Uhum.
né? Eu tenho meus pais em Rondônia, meus familiares em Minas Gerais. Deixei
muitos amigos em Maceió porque eu acredito num propósito, num propósito de que a gente pode fazer mais, que a gente pode fazer a nossa parte. Não é resolver problemas, mas é fazer a nossa parte.
Quando a gente começa a fazer a nossa parte, a gente a gente vê que tem muito a fazer, que o pouco que a gente consegue contribuir pode ser muito no processo e que outras pessoas vendo isso vão fazer a sua parte também. Isso vira
um grande movimento. Então é por isso que na verdade o currículo é grande, mas é é no sentido de que a gente a gente pode fazer mais, né? E a maioria disso do que você falou
né? E a maioria disso do que você falou é é voluntário.
Uhum.
Então eu faço fora do meu horário de trabalho. Eu faço durante 24 horas
trabalho. Eu faço durante 24 horas enquanto eu tenho condições e disposição. E eu acho que qualquer um
disposição. E eu acho que qualquer um pode fazer. Então eu sempre digo assim:
pode fazer. Então eu sempre digo assim: "Que que você pode fazer? Faça o que tá ao seu alcance". que foi assim que eu comecei a entender que o coletivo transforma e que ninguém faz nada
sozinho e que isso é é o é o grande elo que conecta todos nós e nos torna humanos, né, de fato.
E vem cá, é verdade que você queria ser biomédica? Conta essa história.
biomédica? Conta essa história.
Você foi quem nunca ficou perdido em hora de fazer?
Olha isso. Não, porque eu queria ser médica, né? Depois que eu fiquei sabendo
médica, né? Depois que eu fiquei sabendo o que eu teria que fazer como médica, eu desisti. Eu acho que você fez, aconteceu
desisti. Eu acho que você fez, aconteceu isso também, né? Meu pai me alertou rapidamente que eu não daria com ser bionética, mas foi, eu sempre gostei, eu sempre fui muito curiosa.
Então eu sempre gostei na durante os meus estudos de de biologia, de química, de coisas que me fizessem assim entender as conexões, né? E eu acho que a biologia química tinha muito disso. Aí
eu falei: "Nossa, eu não quero trabalhar com medicina, que eu não consigo lidar com saúde humana, mas talvez lidar com alguma coisa vinculada ao ser humano,
né?" Aí no fim eu acabei chegando na na
né?" Aí no fim eu acabei chegando na na comunicação, jornalismo que me conecta com a alma das pessoas, né?
Mas você sempre foi comunicativa, assim, você sempre teve facilidade?
A minha mãe, minha mãe costuma dizer que eu falei muito antes de andar, então ela, ela, eu já tagarelava pela casa muito antes de de fazer qualquer outra
coisa. E meus pais, eh, eles são, eles
coisa. E meus pais, eh, eles são, eles foram, né, pequenos produtores e comerciantes, então eles tinham um comércio, eu ficava ali tagarelando, ajudando, trabalhando desde cedo atrás, eu vou contar, na verdade, o que que ela
fazia nesse comércio dos pais dela, gente. Eu vou contar. É assim, tinha um
gente. Eu vou contar. É assim, tinha um tal, eu fiquei sabendo que tinha uma tal de uma gaveta que tinha dinheiro, sabe?
Aí ela puxava a tal da gaveta, pegava o dinheiro e saia distribuindo pr as crianças para comprar doce.
Mas olha o coletivo aí, tá vendo? Eu não
comprava.
Olha só, desde sempre. Aí saía
distribuindo. E outra pior, às vezes ela dava o dinheiro até lá pros porcos.
Fique sabendo que a mãe dela uma vez teve que lavar o dinheiro porque ela saia entregando. É verdade ou não é,
saia entregando. É verdade ou não é, gente? É desse jeito. Desde criança
gente? É desse jeito. Desde criança
aprontando, trabalho. Dis que menina não dá trabalho.
Tá aqui bastante. Mas assim, eh, eu acho assim que eh a nossa escolha profissional ela a gente não consegue ter uma uma certeza, né? Quando a gente
termina o ensino médio, a gente não sabe, a gente deduz quê, né? Ah, essa
profissão que eu vou seguir. Mas eu acho que a gente tem indícios assim e acho que tem muito a ver com a nossa personalidade também. Eu eu acho que
personalidade também. Eu eu acho que essa parte de comunicação não é para qualquer pessoa, não é todo mundo que tem o dom de se comunicar, de de ter esse contato com o outro, de saber
ouvir, de falar na hora certa, né? Então
eu acho que a gente acaba sendo direcionado e não decidindo por si, né?
Eu acho que a gente já vem com alguns indícios, como você disse, e a gente vai se encontrando ao longo da caminhada e e eu tenho percebido já com, né, com com a idade
que eu tenho hoje, né, que eu vim me encontrando cada vez mais e eu não faria outra coisa que não fosse comunicação.
Eu posso fazer qualquer outra coisa além, né? Hoje eu tô na área de
além, né? Hoje eu tô na área de inovação.
Pode ser que eu queira fazer outras coisas, por não, né? Mas eu não me vejo fazendo outra coisa a além não eh que não seja comunicação. Então assim, desde criança aos 7 anos eu já escrevia
historinhas. Eu lembro que a minha
historinhas. Eu lembro que a minha professora de primeira série queria publicar, ela ficou com meu com o meu livrinho de histórias. Então eu sempre gostei de ouvir histórias, de contar histórias. E de alguma maneira, quando
histórias. E de alguma maneira, quando eu me coloquei à disposição para auxiliar de alguma maneira, prestar um serviço dentro daquilo que me incomodava, foi para escrever histórias,
histórias de pessoas, eh histórias de regiões, de territórios, né, de comunidades. E eu acredito que isso já
comunidades. E eu acredito que isso já tava em mim, né? E eu vim nessa caminhada toda, desde quando eu fui para Rondônia. Aí depois eu fui paraa Viçosa.
Rondônia. Aí depois eu fui paraa Viçosa.
Em Viçosa eu tive um mergulho ali no no mundo da ciência, no mundo agro, né?
tive outras oportunidades, mas acabei indo para lá. Trabalhei numa editora de livros, né? Trabalhei na TV, trabalhei
livros, né? Trabalhei na TV, trabalhei em rádio, todas as áreas de comunicação que eu tive oportunidade de trabalhar para aprender, eu trabalhei e como isso hoje agrega pro meu trabalho, como isso agrega no que eu faço.
Então eu eu me sinto hoje, eu eu sinto hoje que eu me encontrei nesse processo, né? E com certeza a gente tá sempre
né? E com certeza a gente tá sempre aprendendo, vai aprender mais, mas hoje eu eu eu entendi a minha trajetória até aqui.
E a sua família vindo de Minas, né, se estabelecendo em Rondônia, você trabalhando com a comunicação, vivendo ali um pouco do agro, como que o café chegou na sua vida?
Olha, o café de fato como bebida desde os 3 anos de idade. Minha mãe, minha mãe conta, eu cheguei em Rondônia com 2 anos de idade, então por isso que eu me considero uma uma rondoniense, né, uma
amazônida. E aos tr anos de idade, minha
amazônida. E aos tr anos de idade, minha mãe, minha mãe disse que eu já saí com a garrafa de café, não deixava ninguém tomar, era minha, né? Ela até que ela teve que diminuindo quantidade de café para não dar problema.
Imagina, né, gente? Criança já dá trabalho, cafeinada aí não, eu sempre fui elétrica. Eh, e aí profissionalmente
fui elétrica. Eh, e aí profissionalmente foi quando eu entrei na Embrapa.
Uhum.
Então, eu fui para Rondônia com 2 anos, saí para estudar com 17. Com 16 eu saí de casa, mas de Rondônia com 17. Voltei
2009, eh, com 25 anos ali. E aí com em 2011, quando eu entrei na Embrapa, foi ali que eu comecei a trabalhar com café.
Meu primeiro trabalho, minha primeira matéria foi para escrever sobre café. E
eu lembro assim da sensação de desespero quando eu comecei a ver os termos ramos plagiotrópicos póscolheita falei: "Gente, eu nunca vou aprender nada sobre isso." Era muito fora da minha
isso." Era muito fora da minha realidade, né? do que eu trabalhava com
realidade, né? do que eu trabalhava com comunicação voltada paraa saúde, política, assessoria e ali foi começou o aprendizado. Eu nunca mais consegui
aprendizado. Eu nunca mais consegui sair. Eu não trabalhava na Embrapa só
sair. Eu não trabalhava na Embrapa só com café, trabalhava com outras culturas que a Embrapa Rondônia trabalha, né?
Então, pecuária de leite, pecuária de corte, floresta, produção de grão, soja, milho e o café. Aí o café me ganhou no na primeira matéria, na primeira ação, e dali eu passei a me vincular e nunca
mais me desvinculei.
Quando a gente fala assim de desenvolvimento territorial, assim, a partir do café, eh, o que que significa na prática isso? Você pode falar com
base naquilo que você já viveu até agora?
O desenvolvimento territorial, ele vem muito no sentido do coletivo que a gente tava comentando, né? Então, em que momento que uma produção que é individual, que às vezes é de uma família só, ela passa de alguma maneira
a ser representativa para uma comunidade, ser representativa para uma região, para um território, que foi o que aconteceu em Rondônia. Então,
Rondônia já trabalhava com café desde a década de 70.
E aí quando a gente eh eh começou a a trabalhar o foco na qualidade e na sustentabilidade, tudo isso envolve capricho, dedicação, aprendizado. Então
envolve as pessoas também passam a se envolver mais com a cultura, passam a se envolver, passam a interagir, passa a aprender um com os outros. Então você já saiu do seu quintal, já saiu da sua propriedade, você já começa a ir,
né, para fora para buscar informações, para trazer, para trocar. E a partir do momento que você entende que a cultura, para que ela dê certo, você tem vários elos nessa cadeia e essa cadeia não é só
você, você precisa conectar com outros elos, você passa não a não focar só no seu território, na sua propriedade. Você
passa a focar, na verdade, na comunidade que às vezes vai beneficiar o seu café, vai torrar o seu café, vai comercializar o seu café. Aí você conecta com o consumidor e quando você pega a
qualidade do café ao café especial, a base do café especial é você conectar produtor com consumidor, principalmente, né? Você ter a qualidade como uma mola
né? Você ter a qualidade como uma mola mestra, a identidade, a história e essa conexão. Então, a partir do momento que
conexão. Então, a partir do momento que o café com qualidade, ele passa a ser trabalhado em Rondônia com qualidade e sustentabilidade, o produtor não vendia sua commodity. Ele passou a vender um
sua commodity. Ele passou a vender um alimento, ele passou a vender um café que tinha uma história, que tinha uma conexão, que levava toda a família para xícara, né? Isso gerou uma conexão com a
xícara, né? Isso gerou uma conexão com a comunidade toda. Então, a partir desse
comunidade toda. Então, a partir desse momento, você envolve todo o território num movimento de geração de renda, que gera mais qualidade de vida, bem-estar social, que promove a sustentabilidade,
porque você faz hoje para que no futuro aquilo continue existindo, você gera realmente um pertencimento, você traz o jovem para dentro da propriedade, então você começa a envolver todo mundo.
Então, quando você fala em uma cultura como Café ou tantas outras que passam de alguma maneira a serem vetores de transformação social, você tem como foco o indivíduo, mas um indivíduo que
trabalha com coletivo. E você fala não só de um produto, mas de um produto que é elaborado, que é produzido por pessoas para pessoas. Então, acho que esse é o
para pessoas. Então, acho que esse é o foco principal.
É impactante, né? Eu eu quando eu escuto isso, eu realmente assim eu fico bem tocada, porque eu eu tenho esse sentimento em relação ao café e tantas outras culturas, né? Mas eu penso como
que a gente consegue eh alcançar as pessoas de desse valor, sabe? Porque eu
acho que a gente tem tentado, né? o o
setor do café tem tentado aproximar o consumidor final, tem tentado levar de uma forma mais simplificada, a gente tem mostrado o valor do café especial, mas eu acho que as pessoas ainda não
conseguem entender essa trajetória da cadeia. Você falou aí do produtor até o
cadeia. Você falou aí do produtor até o consumidor final. Tem tanta coisa que
consumidor final. Tem tanta coisa que acontece nesse nesse caminho, né? E e aí é que tá todo o valor agregado, né?
Então eu às vezes eu penso como que a gente consegue levar esse valor para o consumidor final para que ele entenda que o café, assim como tantos outros
alimentos, t um valor muito distinto fazer o que você tá fazendo aqui, Tati.
Então é você falar de um produto que às vezes tá tão distante, tá lá na lavoura, mas que também tá na mesa de todo mundo todos os dias, né? Então é é isso que eu vejo, é nisso que eu vejo a relevância
da comunicação, da informação.
Uhum. Então, pra gente, eu uso sempre um três palavras assim muito fortes, né? A
gente precisa conhecer para reconhecer e valorizar. Eu não consigo eh valorizar e
valorizar. Eu não consigo eh valorizar e reconhecer o que eu não conheço. E
poucas pessoas conhecem. É por isso que eu eu sempre costumo dizer assim também que fofoca eu não passo paraa frente não, mas conhecimento eu não seguro de jeito nenhum.
Então conhecimento você tem que compartilhar porque quando você compartilha ali ele se transforma, a pessoa colabora, há uma uma interação, uma integração disso tudo mesmo. Então a
gente precisa fazer mais, falar mais.
Então, o fato da gente levar consumidores para as propriedades é para que eles vejam o trabalho dia a dia. Eu
costumo dizer também, se a gente fosse produzir o café que a gente toma, a gente não tomaria.
É porque o café dá muito trabalho. Então
são mais de 30 etapas que você precisa ter, muito mais, né? Cada processo pode envolver outras etapas. Então são mais de 30 etapas que o café passa até você chegar na xícara, até esse café
chegar na xícara. E além disso, você tem todo o trabalho de campo de risco, né?
É, quando você vai cultivar, que você vai cultivar o investimento que o produtor tem que fazer é um investimento alto, né? Depender da região de 30, 50.000
né? Depender da região de 30, 50.000 para 1 haar, né? Então você só tem retorno daqui 2
né? Então você só tem retorno daqui 2 anos. Quem que assegura esse produtor
anos. Quem que assegura esse produtor até lá, né? Nós temos uma café cultura no Brasil que é majoritariamente de base familiar. São produtores familiares que
familiar. São produtores familiares que estão produzindo café. Então mais cerca de 80% é agricultura familiar, né? Então assim, isso significa
né? Então assim, isso significa subsistência, mas não precisa ser subsistência, pode ser realmente um bem-estar social, uma prosperidade a partir do café.
E geralmente não tem só café, né? A
gente tem uma uma gama de de produtos ali. Então é isso, eu acredito que a
ali. Então é isso, eu acredito que a gente precisa, se as pessoas ainda não entenderam, a gente não pode deixar de falar.
Uhum.
Se a gente já falou, a gente precisa reforçar de outras formas, mostrar, né?
Então, quando a gente para mim a a grande escola de tudo isso foi e continua sendo Rondônia pelo exemplo que eu vivenciei. Então, o que eu falo aqui
eu vivenciei. Então, o que eu falo aqui não é só o que eu estudei, o que eu conheci, é o que eu vivi e o que eu passei a ver em outros territórios também, que é justamente isso. O
processo precisa ser compartilhado, as pessoas precisam ter acesso ao conhecimento, né? Eh, a partir do acesso
conhecimento, né? Eh, a partir do acesso ao conhecimento, elas também passam a participar desse processo com a construção, com as suas experiências, com os seus saberes. É uma troca muito grande.
Então, é conhecer, conhecer para reconhecer e valorizar. E aí a gente não pode ter bolhas, né? Se só você sabe, que pena, isso não vai transformar nada, nada. Quando você chegou para conversar
nada. Quando você chegou para conversar com essas mulheres em Rondônia, essas pequenas produtoras, que sentimento que veio à tona na primeira vez?
A primeira vez, você consegue lembrar desse momento? Olha, para mim assim, o
desse momento? Olha, para mim assim, o marco de de eu começar a trabalhar com mulheres, eu eu gosto de de reforçar isso porque às vezes as pessoas acham
que eu já sabia ou que a gente já tem que saber isso e não. Eu despertei, né, eu já tava 5 anos trabalhando na Embrapa, eu despertei para pras mulheres do café com tapa na cara. Eu fui
convidada para escrever um capítulo de um livro da IWCA Brasil, né, da Aliança Internacional das Mulheres, do Café e com a Brapa para escrever um capítulo de Rondônia, porque eu já escrevia sobre café de Rondônia. Eu falei: "Mas
mulheres, o que que tem de diferente, né? Eu não entendi." Ou seja, eu estava
né? Eu não entendi." Ou seja, eu estava ibernando ali, né? Não tinha despertado ainda para para esse papel das mulheres no processo.
Uhum. E a partir do momento que eu me integrei com outras regiões, eu comecei a ouvir histórias. Eu falei: "Gente, eu não sei falar nada das mulheres do café de Rondônia. Eu nunca vi essas mulheres
de Rondônia. Eu nunca vi essas mulheres lá.
Eu saí assim tão desesperada, eu preciso fazer alguma coisa. Essa
reunião foi em abril de 2017. Eu lembro
que eu a gente teve a reunião, eu fiquei extremamente angustiada, incomodada. Eu
falei: "Que que eu faço? Que que eu faço? Que que eu faço? Como é que eu
faço? Que que eu faço? Como é que eu resolvo isso? Já tô atrasada, né? Olha
resolvo isso? Já tô atrasada, né? Olha
quantos anos eu sou uma mulher e eu já tô muito atrasada para tratar disso. Aí
eu lembro que à noite eu eu entrei no quarto de hotel e comecei a entrar em contato com as pessoas que eu conhecia em Rondônia e falou: "Olha, eu preciso conectar mulheres, eu preciso escrever sobre as mulheres, quem são as mulheres, onde que elas estão?" Eu não sabia, não
sabia nem o que perguntar.
Uhum.
E aí eu comecei, criei um grupo no WhatsApp, que é o grupo que existe até hoje das mulheres do Café de Rondônia.
Humum.
Comecei a conectar alguns homens para me ajudarem a conectar as mulheres.
Conectamos essas mulheres e elas estão nesse grupo até hoje. Então é sobre isso. O primeiro passo é o primeiro, a
isso. O primeiro passo é o primeiro, a primeira sensação que eu tive foi vergonha de eu não ter percebido isso sendo mulher. Uhum. O segundo passo
sendo mulher. Uhum. O segundo passo daquele incômodo me levar à ação. Então
a transformação vem disso, de um incômodo que te leva a agir, que aí promove a transformação. E falando em transformação dessas mulheres que você acompanha ou acompanhou durante um
período, qual foi a maior transformação que você pôde assim vivenciar de uma mulher pequena produtora de café e que
de repente conquistou um espaço que não se esperava. Tem tantas, muitas, tem
se esperava. Tem tantas, muitas, tem muitas, eu não vou conseguir dizer uma só. Inclusive, hoje eh eh nós temos uma
só. Inclusive, hoje eh eh nós temos uma mulher do café de Rondônia, que é uma uma grande produtora de uma pequena área de seringueiras.
Rondônia ganhou o concurso Florada e pela quarta vez consecutiva Rondônia é campeã do concurso Florada e tá numa viagem técnica. Ela tá no Panamá.
viagem técnica. Ela tá no Panamá.
Ah, tá. Então assim, Luía, como é que você como é que você mensura o impacto, né, desse tipo de ação na vida de uma pessoa?
Eh, então tiveram vários vários exemplos assim, né? A a eu costumo dizer também
assim, né? A a eu costumo dizer também que a dona Lena foi a primeira foto de mulher e que eu tirei com café. Ela se
tornou assim um ícone pra gente pela originalidade, pela singeleza, né? Ela
era uma apanhadora de café. Hoje ela não tá trabalhando mais a lavoura, né? Já se
aposentou, não tem mais condições físicas para continuar. é analfabeta,
continuo tendo contato com ela até hoje.
E ela falou para mim uma frase que assim foi muito impactante, que a gente começou a levar ela nos eventos, começou a dar a relevância que ela tinha, a demonstrar o valor que ela mesma que ela tinha, né? A gente não fez nada demais,
tinha, né? A gente não fez nada demais, a gente simplesmente apresentou e ela era aquilo, aquele doce de mulher, aquele sorriso aberto, franco, com uma história linda de vida. E ela falou que a partir do momento que a gente começou
a trabalhar com ela e, né, tiramos fotos, as fotos dela foram para na ONU.
Nossa, que delícia, né? por conta da representatividade e
né? por conta da representatividade e ela falou que ela passou a existir.
Então eu não eu não sei como é que a gente define isso. Então isso é muito impactante.
Então eu comecei a ver que assim o que que eu tava fazendo o meu trabalho como comunicadora, o meu trabalho muitas vezes no meu horário livre de tentar contar a história delas, de expor isso nas redes
sociais, a gente não tinha dinheiro, a gente tinha boa vontade e tinham pessoas com histórias maravilhosas, como tem ainda. sempre falo, às vezes as pessoas
ainda. sempre falo, às vezes as pessoas ficam falando da mesma história. Gente,
olha pro lado. E a sua história e a história de quem tá do seu lado, né? A gente tem histórias maravilhosas e
né? A gente tem histórias maravilhosas e o quanto a pessoa muda a partir do momento que ela se apropria da própria história e o quanto o entorno dela passa a mudar. Então você trabalhar com
a mudar. Então você trabalhar com mulheres não é, eu nunca trabalhei de maneira radical de que é melhor, de que é pior, de que, né, mas de integrar ela para que ela realmente passasse a fazer parte
e acreditar, né, no potencial dela, né?
Exatamente. E aí você vê aquilo florescer.
Uhum.
Né?
E e e eu falo que isso é uma contribuição, mas antes disso é uma troca, porque a gente vê isso, nos fortalece, nos fortalece enquanto seres humanos.
Uhum.
Então assim, tem histórias incríveis em Rondônia, em Minas. Eh, eu vivenciei muitas histórias também com mulheres eh na região Nordeste. São pessoas que eu carrego comigo para onde eu for.
E deixa eu te perguntar, a gente sabe que existe ainda um preconceito muito grande em relação à mulher no meio da caféicultura. Isso tem melhorado porque
caféicultura. Isso tem melhorado porque as mulheres têm se posicionado e tem trazido resultados maravilhosos, mas isso ainda existe. Como que é isso
em Rondônia especificamente? Os homens,
os cafecultores de Rondônia, eles abraçaram essas mulheres cafecultoras ou também houve ali no início um estranhamento? Como que é isso? Como que
estranhamento? Como que é isso? Como que
você viu isso ali na região?
Hoje eu vejo que as mulheres elas elas elas fazem parte, então eu vejo que elas estão ocupando eh eh cargos, postos de decisão dentro de associações, sindicatos, mas nem sempre foi assim.
Uhum.
Né? Então tem um uma frase que fala assim que uma e a questão da inclusão social é de realmente pertencer, né?
Incluir é você colocar uma mulher. Eh,
você deixar ela falar é um processo de participação, mas você realmente fazer com que ela faça parte daquilo é você ouvi-la.
Uhum. né? Então tem várias etapas esse processo. Então hoje eu vejo que as
processo. Então hoje eu vejo que as coisas estão mais normalizadas, mas sempre foi assim quando a Poliana Perrute, que foi a primeira campeã do concurso de qualidade do café venceu o
concurso de qualidade. Foi um desafio. A
gente e e é muito velado. Ela com
certeza sentia muito. A gente tá mais atenta sente, percebe. Mas ela foi também a grande virada, porque a postura
que ela teve de estar ali ocupar o lugar dela e ser quem ela é e ao mesmo tempo multiplicar o que ela conquistou com outras mulheres, compartilhando conhecimento, fazendo com que outras
mulheres também estivessem tivessem a oportunidade que ela teve, fez com que a coisa fosse mais amplificada, né? E eu
sempre falo assim, mais do que você impor, mais importante é você despertar essas mulheres para que elas ocupem seus próprios lugares e elas estejam prontas na hora que essa oportunidade chegar ou
elas criem essas oportunidades. Então eu
sempre trabalho na linha do despertar, despertar porque a pessoa capaz e o empoderamento para mim não existe. Você
não empodera, você não dá poder a ninguém, você na verdade desperta para que ela e eh ocupe seu próprio lugar, né? A
gente tinha um tinha um programa que a gente eh trabalhava bastante em Rondônia e a gente tem várias ações nesse sentido, que é mulheres do Café de Rondônia, donas das donas da sua história. E é sobre isso. A gente a
história. E é sobre isso. A gente a gente não dá nada a ninguém. O espaço é seu, ocupe. A gente no máximo incentiva,
seu, ocupe. A gente no máximo incentiva, valoriza e quando tem oportunidade da voz, dá oportunidade para que elas também possam fazer e realizar o que elas vieram para fazer nesse mundo. É
isso. Se estende, não é só a produção, a produtora, né? Mas isso aí hoje a gente
produtora, né? Mas isso aí hoje a gente tem mestre de torras, a gente tem barista que a gente teve agora, né?
Barista vencedora do campeonato nacional a a Ju. Então assim,
a Ju. Então assim, parabéns. A Ju vai estar aqui amanhã.
parabéns. A Ju vai estar aqui amanhã.
Então mulheres que estão à frente, você e tantas outras que estão atuando, né, à frente da cafecultura, cada uma no seu, na sua área. Mas assim, hoje não existe
mais eh não ter espaço para mulher, né?
Eu vejo dessa forma, mas eu ainda sinto um pouco de resistência. Eu queria te perguntar uma coisa muito interessante.
O que que o Brasil ainda não enxergou em relação ao café de Rondônia?
O Brasil ainda não enxergou de fato seus sabores e toda a riqueza da diversidade, não só do café, mas da cultura, das pessoas de Rondônia, né?
E eu acredito que a gente tá conquistando isso, né? Eh, quando a gente fala em produto como café, a gente quando a gente faz prova cega, por exemplo, eu fiz um experimento em
Rondônia do meu mestrado em que a gente fez provas cegas e e é nesse momento que você vê que é preconceito, é nesse momento que você vê o valor da informação. E é por isso que mais uma
informação. E é por isso que mais uma vez não só pessoas da comunicação, mas comunicar, informar, dar conhecimento é fundamental, porque hoje a gente compra, a gente compra informação, a gente nem sempre compra produto.
É, né? Então eu acredito que hoje sobre
né? Então eu acredito que hoje sobre Rondônia e sobre qualquer outro território, né? Eu acredito que Rondônia
território, né? Eu acredito que Rondônia foi onde eu aprendi e eu passei a ver isso em todos os territórios. Às vezes o próprio
territórios. Às vezes o próprio território não se reconhece, né? Quando
a gente chegou em Rondônia, com esse com esse processo de trabalhar a qualidade, trabalhar a sustentabilidade do café, como eu disse, foi 2011, 2012 que iniciou esse processo na Embrapa Rondônia. E Rondônia já produzia desde a
Rondônia. E Rondônia já produzia desde a década de 70. Muitos produtores nunca tinham tomado o próprio café. Então é é nesse nesse aspecto que eu falo, a gente precisa despertar pro nosso valor para
que a gente realmente seja valorizado e possa demonstrar isso para quem vem de fora. E Rondônia tem conseguido fazer
fora. E Rondônia tem conseguido fazer isso e outros territórios também. Eu
tive outras experiências quando eu tive oportunidade de fazer mestrado e fui visitar diversas indicações geográficas, né? A gente disputa muito no Brasil
né? A gente disputa muito no Brasil entre uma região e outra e a gente não se entende enquanto diversidade. Essa é
a nossa riqueza.
Uhum.
Né? Então, quando você começa a enxergar isso lá fora, passa a valorizar eh essa diversidade e a gente tem teria uma representatividade muito maior. Então,
eu vejo isso no exemplo que eu vivenciei em Rondônia, mas em todos os outros territórios, em todos os outros produtos né?
A a gente às vezes não reconhece a nossa própria nosso próprio valor e tem tem muito valor. Descendo um
pouquinho, eu vi que semana passada você tava na Paraíba, né? Paraíba.
E isso é muito legal porque a gente, quando a gente pensa em café a gente faz algumas referências, mas o Nordeste ali,
além da Bahia, né, ele fica um pouco na na à margem, né? E existe muito potencial nessa região também, né?
muito, não é à toa. A gente a gente chama de nação do café, né? Mas quando a gente eh vai ver, a
né? Mas quando a gente eh vai ver, a maioria das ações, elas estão no Sudeste. A maioria das ações estão no
Sudeste. A maioria das ações estão no Sudeste. Nós temos sim uma grande
Sudeste. Nós temos sim uma grande referência, nós temos grandes exemplos no Sudeste, nós temos Minas como maior produtor e é louvável o trabalho que tem aqui. Só que a gente precisa olhar
aqui. Só que a gente precisa olhar também pro Brasil nação. Uhum.
Nação do café. Então, a há mais de 200 anos atrás existiam milhões de pés de café no Nordeste. Nós temos ali e eh cafés que nunca deixaram de existir lá.
Eles foram e eh de alguma maneira retirados em termos de de quantidade, mas ele nunca saiu dali de fato. Então,
a cafe do Nordeste ela está sendo retomada, né? Então, a gente tem e
retomada, né? Então, a gente tem e quando eu estava na Embrapa Alimentos e Territórios durante 24/25, eu tive oportunidade de percorrer sete dos nove estados do Nordeste. Todos eles
com café, todos eles com produtores heróicos, produzindo café diante da diversidade da seca, do sol, sem cultivares
recomendadas ali pra região. E vimos na Paraíba, que é onde nós estávamos na semana passada, um grande exemplo da universidade como o conhecimento e a ciência podem promover transformação.
Sim.
A Universidade Federal da Paraíba começou a fazer testes de café arica para recomendar pra região há quase 10 anos atrás. Pediu eh sementes e e
anos atrás. Pediu eh sementes e e materiais genéticos, taiamig em parceria com a Embrapa Café, pesquisador baião. E
começou esse processo de testar variedade arápá. Eh, eles já testaram
variedade arápá. Eh, eles já testaram mais de 50 variedades de arábicas, já recomendaram algumas pra região, os produtores já estão cultivando. Eu tive
a oportunidade de provar esses cafés, inclusive.
E que tal? Conta pra gente.
Maravilhoso, maravilhoso. Eh, a gente provou, por exemplo, um café da Josiane, que foi um café, se eu não me engano, acho que era um catai amarelo. Trouxe
até um pacotinho, nota 87 na na Scar, né, de 0 a 100 nessa nessa metodologia internacional, ela ganhou 87 pontos. Não olha a riqueza
agora precisa melhorar, precisa ampliar, precisa inovar e a gente precisa fazer com que o Brasil se conecte. Uhum.
Que haja essa troca, esse intercâmbio de conhecimento, de experiências. Da mesma
forma que Minas pode ensinar muito, São Paulo, Rondônia pode ensinar muito pros demais territórios, o que já aprendeu, eu tenho certeza que isso volta.
É, o Nordeste também tem muito assinar pro restante, ensinar pro restante do Brasil. Eu já ouvi muito também eh sobre
Brasil. Eu já ouvi muito também eh sobre a região do Paraná, né, que foi uma grande produtora, teve uma queda e também tá retomando, né? Então assim,
essa questão do Brasil na ação do café, a gente precisa colocar isso de uma forma mais clara na nossa mente, né? E
claro, o Minas tem um valor imensurável, mas a gente tem além do café tantas produções maravilhosas, né?
Sabe o que é lindo quando você começa a ver, né? Porque assim, eh, é é a
ver, né? Porque assim, eh, é é a diversidade que tá no sangue da gêmea.
Então, quando você me pergunta, Renato, você é da onde? Eu nasci em São Paulo, mas eu fui criada em Rondônia. Eu já
morei aqui, já morei ali, já morei ali.
Gente, nós somos brasileiros, né? E
quando a gente vai nesses territórios onde tem café, a gente vê que Minas tá deixando legado em outros tantos estados. Em Rondônia, no Paraná, os
estados. Em Rondônia, no Paraná, os parenses, a mesma coisa. Os capixabas, a mesma coisa. Hoje lá em Alagoas, um
mesma coisa. Hoje lá em Alagoas, um produtor que produz, tá sendo exemplo na produção de arábica em União dos Palmares em Alagoas, ele é capixaba, casado com alagoana. Então é sobre isso,
é o Brasil se conhecendo, se reconhecendo, intercambiando e crescendo junto. Então é, é o Paraná tem um grande
junto. Então é, é o Paraná tem um grande polo de pesquisa ali, né, que é o EDR Paraná. Eles têm feito um trabalho
Paraná. Eles têm feito um trabalho maravilhoso ali com produtores e familiares, com mulheres também. E as
mulheres estão sempre despontando como protagonistas na família, levando a qualidade, a sustentabilidade junto.
Então é isso, é reconhecer o Brasil como nação do café. Ali na região amazônica nós temos Rondônia, Acre, Roraima, é o Amapá também com cultivo de café, Mato Grosso.
Uhum.
Então assim, e hoje hoje a gente precisa falar onde não tem, onde não pode ter café. A gente precisa também ter essa
café. A gente precisa também ter essa responsabilidade, né? Porque não é porque dá café que ali
né? Porque não é porque dá café que ali é viável o café. a gente precisa ter essa responsabilidade de entender o café como uma atividade econômica, precisa gerar renda nisso, né? E não e não de
alguma maneira prejudicar qualquer outro tipo de cultivo ou prejudicar as as questões de de sustentabilidade local, né? A economia e e a questão social
né? A economia e e a questão social local. Então, com responsabilidade, tem
local. Então, com responsabilidade, tem muitas regiões que a gente chama de novas fronteiras do café que podem colaborar muito com a nação do café.
Então, vamos falar de Brasília um pouquinho, vamos falar um pouquinho da região de Brasília, né, que tá trazendo essa inovação também, né, voltada para café e
cultura. A gente já tem aqui dois
cultura. A gente já tem aqui dois grandes produtores, né, que já receberam prêmios internacionais, prêmio Will, são exportadores, né, temos uma mulher, duas
mulheres, na verdade, à frente da café cultura, né, Cris Ancanaro, a Núcia e eu acho a Roberta agora, né, Roberta tá
demais com sítio cuitelinho lá, tá linda ela. Olha, eu fiquei assim impressionada
ela. Olha, eu fiquei assim impressionada com a Roberta, porque a Roberta é uma pessoa muito simples.
Sim. E ela é muito querida, né? Então,
e trabalha muito pelo coletivo, muito, muito. Então, ela tem a formação,
muito, muito. Então, ela tem a formação, né? Mas ela, eh, no dia do prêmio dela
né? Mas ela, eh, no dia do prêmio dela lá do Café do Cerrado Central, né? Eh,
eu conversei muito com ela e ela tava assim, ela não acreditava, né, naquela, naquele momento ali. E eu acho que ela tá colhendo tudo que ela merece, né,
porque ela tem feito um trabalho muito bonitinho, muito alinhado, né?
E Brasília, ela realmente ela tá eh com esse com essa esse objetivo, né, de estudar a café cultura, de entender o
nosso terroar, de buscar assistência, né, nos órgãos em matéria, tantos outros em BRAPA, SENÁ e a gente tem visto
produtores com muito potencial aqui na nossa região. Mas quando a gente fala o
nossa região. Mas quando a gente fala o que a gente estava conversando aqui um pouquinho antes do podcast, quando a gente fala de história, nossa história tá começando agora, mas eu vejo como
muito promissora.
Então eu quero agora uma fala sua sobre a sua visão, já que você tá tá morando em Brasília nesse momento e você tem visitado essas propriedades, conhece
esses produtores, o que que você pensa hoje dessa cafecultura tão nova, né, que tá aí com uma promessa tão gigante,
né? um potencial imenso, um potencial
né? um potencial imenso, um potencial imenso de realmente agregar valor, né, de ter valor, agregar valor e poder de alguma maneira trazer pra gente esse sabores diferenciais do serrado que a
gente ainda desconhece, né?
Eh, e nesse sentido, o que que a gente tem feito? Apesar de tá começando agora,
tem feito? Apesar de tá começando agora, isso não tira o mérito nenhum, nem o valor, nem o brilho. Pelo contrário, não precisa errar o que outros estados erraram.
Uhum. Então, hoje a gente já tem conhecimento científico, nós temos conhecimento em termos de de transferência de tecnologia, de processos, de colheita, de pós-colheita, né, de de várias ações que eles já já
podem dar saltos à frente, né? Então, e
é isso que a gente tá tentando fazer aqui. Primeira etapa desse processo, né?
aqui. Primeira etapa desse processo, né?
Nós estamos num projeto grande integrando aípa Café, BRAPA Serrados, Emater DF. Eh, nós temos também o
Emater DF. Eh, nós temos também o pessoal da ELO, outros produtores, né, que estão alinhados com a gente. Então,
nesse sentido, a gente primeiro fez um diagnóstico, né, para entender quem são os cafecultores, como é que eles estão, quais são as principais necessidades, quais são os potenciais que eles têm para poder avançar na cafecultura, o
quanto eles conseguem avançar, quais são as outras culturas que tem aqui também, um diagnóstico. A partir desse
um diagnóstico. A partir desse diagnóstico, a gente já identificou alguns desafios e são nesses desafios que nós estamos mergulhando. Então,
quais são os desafios, no caso técnicos?
Nós precisamos ter variedades recomendadas aqui paraa região. Nós
temos lembrar para serrados ali que tem um grande banco de de materiais genéticos ali de arábica e de canefro que podem eh eh auxiliar a gente. A
gente vai ter um dia de campo lá agora, dia 8, para que a gente possa apresentar esses esses materiais e aprender muito.
Nós precisamos ter técnicos especializados em caficultura, como você mesma disse, né? um um setor complexo. A
gente tem vários processos ali, cada etapa conta. Não tem milagre no café
etapa conta. Não tem milagre no café especial, tem muito trabalho.
E eu falo que café especial não dá no pé. O café especial passa pelas mãos das
pé. O café especial passa pelas mãos das pessoas e para passar pelas mãos passou pelo conhecimento.
Então a experiência, o conhecimento técnico precisa ser aliado. Então nós
estamos nesse processo buscando realmente levar o conhecimento científico, trazer as experiências de outras regiões, fazer esse intercâmbio para que Brasília comece com um pé
direito né comeceira eh mais adequada cientificamente, tecnicamente, para que aja com com coeficiência no uso de recursos naturais, que use da maneira melhor
possível todas essas instituições que estão aqui. Nós temos a UnB, grande
estão aqui. Nós temos a UnB, grande parceiro, que tá trabalhando também na questão sensorial, tentando correlacionar o que que o solo, o clima, né, esse manejo aqui faz com que o sabor
na xícara fique fique diferente, podendo futuramente, né, ser ter como consequência uma indicação geográfica, uma denominação de origem, né, mas até lá a gente tem um caminho de fazer com
que essas coisas aconteçam, né, de não pular etapas para que a gente tenha realmente um produto de qualidade, para que os produtores gerem renda, porque nesse momento no diagnóstico que nós temos eles, o café ainda não é atividade
principal, ainda não gera renda, ele tá ali como um dos produtos, né, que fazem parte ali dos plantils, mas há total potencial disso acontecer e da gente ter
muitos campeões de qualidade, de usar realmente melhor esse espaço aí, que o café possa ser realmente também um vetor de transformações aqui para as famílias
do DF e região. Eh, eu acho que essa sua fala em relação a a gerar a renda e a ter a consistência é muito importante, né? Porque eu acho que quem se aventura
né? Porque eu acho que quem se aventura e não vê isso como uma atividade, né, que realmente possa trazer esses dois aspectos, realmente não colabora com toda a
cadeia, não traz valor pra região, né? E
é isso que a gente busca. E o que a gente tava conversando antes, eu nasci em Brasília, eu comecei a ver esse caminhar do café, né, já um tempinho e com a fundação da Associação El Rural, a
as mulheres ali de fibra, né, enfiaram a cara e foram em frente mesmo. E eu acho que isso aí elas eh elas falam muito de atrevimento, né, aquela coisa do
incomodar. Então, mexeu com todo o
incomodar. Então, mexeu com todo o cenário brasiliense, né? E hoje a gente tá vendo muito aí, muitos produtores querendo se envolver e isso é muito
legal. E aí eu fico, você tava falando a
legal. E aí eu fico, você tava falando a questão do, a gente comentou aqui, né, sobre terro e a gente fala assim: "Ah, Brasília ninguém sabe. Pessoal pensa em Brasília, pensa em serrado, né? Aquela,
aquela terra seca que quase não produz nada". Mas hoje Brasília, além do café,
nada". Mas hoje Brasília, além do café, eu a gente produz mirtilo, vinho, as uvas maravilhosas. Eu fui visitar a uma
uvas maravilhosas. Eu fui visitar a uma plantação de mirtilo e eu conversei com a produtora e falei assim: "Nossa, mas como que mirtilo, né? Porque a nossa nossas estações aqui são muito
definidas, né? Muito quente, muito frio
definidas, né? Muito quente, muito frio e essa seca, né?" Eu falei assim: "Você faz algum manejo aí para você poder colher mettilos tão, né, lindos,
maravilhosos e deliciosos?" Não, não, realmente a gente conseguiu encontrar um ponto na produção e a gente não utiliza nada ali para alterar
nenhum aspecto. E eu acho isso incrível
nenhum aspecto. E eu acho isso incrível porque é o inusitado, né? É o o fator surpresa para muita gente. Poxa, aquela
terra ali que antes não tinha, né, eh, um valor que eu achava que não tinha valor nenhum, de repente desperta e traz tantos valores assim, né? Mas é uma surpresa para quem tenta e para quem de
alguma maneira teve uma escolha. Sim.
Então, eh, a gente falando aí de de comunicação e fazendo um paralelo, uma analogia, eh, tanto quanto a comunicação sou apaixonada pela ciência e qu dinâmica a
ciência e a vida. Então, quando você chega numa região como essa, a gente tem história, a história da Embrapa com cerrado, né, de levar realmente a produtividade. Hoje um celeiro, né,
produtividade. Hoje um celeiro, né, produtivo no Brasil é ciência, tecnologia, conhecimento, não são escolhas aleatórias, né? Então tudo tem algum tipo de
né? Então tudo tem algum tipo de conhecimento ali, seja uma experiência ou seja um conhecimento científico validado e comprovado. Então, para você ter uma ideia, hoje vamos falar de café.
Eh, o café ele tem centenas de espécies no mundo. Nós temos duas principais que
no mundo. Nós temos duas principais que a gente, né, comercializa, que é o robusta, que é o canévora, né, que tem o robusto e conilon e o arábica.
Uhum.
E nós temos dentro dessas duas espécies, Canéfora e arábica, eh centenas, milhares talvez de de possibilidade de variedade de clones, né?
Aí você chega numa região que você não tem nenhuma referência. Você vai
cultivar o quê? Café. Que café? Quais
das centenas de opções que eu tenho? É,
então quando a gente fala nesse nesse aspecto da gente abrir novas fronteiras ou da gente ir para para lugares em que a cafecultura tá sendo retomada, com conhecimento científico que nós temos hoje, com acesso à tecnologia, inovação
que a gente tem hoje, experiência de territórios, tendo em vista as mudanças climáticas, né, os desafios que a gente tem com a resiliência, eh, com a com a questão climática, com a questão hídrica, a gente precisa se apoiar na
ciência, no conhecimento científico, na experiência para que a gente possa realmente avançar e inovar. Então, numa
região nova, numa região que tá sendo retomada, a ciência, eh, a experiência, elas precisam se aliar para que a gente possa ter, eh, opções que realmente
façam a diferença na região, porque às vezes você testa um material que não tem aptidão para aquela região, você fala: "Aqui não dá café".
Mas às vezes você não testou a variedade da forma adequada, com o manejo adequado. Então, hoje a gente tem a
adequado. Então, hoje a gente tem a ciência, a gente tem a tecnologia, a gente tem experiência para conseguir somar. E isso que a gente tem trabalhado
somar. E isso que a gente tem trabalhado na inovação da Embrapa. e tem que equilibrar, né? Então, a Embrapa, ela
equilibrar, né? Então, a Embrapa, ela usa toda essa essa parte de tecnologia, mas respeitando todo uns um digamos assim, um mundo ali
que existe, porque não adianta você também ter a tecnologia aplicada da forma errada, né? é que na verdade assim a gente não pode abrir mão do do saber fazer do produtor, da experiência de
produtores que estão ali há décadas aquela região e a gente vem de fora, a gente tem um conhecimento científico validado, mas a gente não conhece a região como quem tá lá. Então, esse
intercâmbio, essa troca, né, essa soma da ciência, eh, com os saberes locais, respeitando, tendo como como princípio respeitar, entender a região como um território único, a integração disso
tudo é o que a gente chama de inovação.
É cada um contribuindo com o que pode para gerar algo novo.
Uhum.
E esse algo novo é o que pode trazer algo realmente conectado com a região, que as pessoas se sintam pertences, que elas façam parte daquilo e aquilo se torne único, porque senão a gente só vai
replicando modelos. a gente não tem como
replicando modelos. a gente não tem como replicar modelos numa diversidade tão grande como a gente tem no Brasil. E
esse é um grande desafio porque isso dá trabalho. Replicar é mais fácil, né? Eu
trabalho. Replicar é mais fácil, né? Eu
vou colocar aqui, aqui eu vou fazer a mesma coisa. E quando você chega no
mesma coisa. E quando você chega no território, você vê um conhecimento novo, só que aquele conhecimento novo, ele vai dar resultados diferentes.
É a tecnologia, mas você trabalha com fator subjetivo, né? Totalmente
subjetivo, né? Respeito. É, você tem que respeitar as pessoas, respeitar o território, respeitar a diversidade. E
isso é valorizar a riqueza da diversidade do Brasil. Aí você chegar num território e falar: "Pera aí, eu não conheço, eu tenho um conhecimento, mas eu preciso saber que lá eu vou aprender outros".
É essa troca, a inovação da forma como a gente enxerga hoje, ela é isso, o que a gente, e eu aprendi a fazer isso em Rondônia, né? Porque pra gente fazer com
Rondônia, né? Porque pra gente fazer com que a Rondônia em 25 anos saísse de uma produtividade de sete a oito sacas por hectare para média para uma produtividade média de mais de 60 sacas
por hectare, isso é tecnologia, é inovação, mas é também a gente se apropriar e a gente intercambiar, a gente trocar com conhecimento local de viveiristas que estavam ali, de
produtores que estavam ali, conheciam o ambiente, conheciam as plantas que estavam que eles estavam cuidando. Então
é essa troca que promove o desenvolvimento. É isso. Quero fazer um
desenvolvimento. É isso. Quero fazer um batevolta aqui. Vamos lá. Hum. Vamos lá.
batevolta aqui. Vamos lá. Hum. Vamos lá.
Adoro isso, gente.
A primeira pergunta tá fácil, então e vamos fazer assim mesmo, né?
Um território que te emociona.
A Amazônia.
Um café inesquecível.
Não apenas pelo sabor, pode ser pela história, tá? Eu acho que foi o primeiro
história, tá? Eu acho que foi o primeiro café robusto amazônico especial que eu tomei, que a gente teve a dimensão de que ali era possível. Ele nos deu esperança.
Uhum.
Um desafio que virou um aprendizado Rondônia, Amazônia, foi um baita desafio que me gerou aprendizados, que até hoje eu tô ainda digerindo.
É, mas que de certa forma você é muito responsável, né, por ter saído desse pela região sair desse anonimato e se transformar no que tem se transformado hoje, né? contribuir, contribuir com que
hoje, né? contribuir, contribuir com que eu sabia fazer e saí de lá sabendo muito mais do que eu sabia quando cheguei.
Olha que legal isso, gente. Eu acho que isso é tudo, viu? A gente nunca sabe de todas as coisas. A gente sempre aprende o tempo todo, né?
Uma palavra que define o futuro do café.
Conexão.
A gente precisa conectar o Brasil.
Concordo, rei. Mulheres no café em uma frase.
Potência.
Uau! Adorei.
É, muitos não descobriram aí os sons.
A Amazônia em uma sensação.
Casa. Que delícia, hein? É a minha casa.
É uma casa ou é um lar?
É um lar.
É um lar, né?
É um lar. A casa no sentido de lar.
E assim, você me sinto à vontade, muito à vontade.
Desarma tudo, né? Tô à vontade.
E assim, voltando lá pro início do nosso podcast, eh, eu fiquei muito impressionada porque eu acho que as nossas raízes elas, eh, nos formam, né?
E a gente traz assim os valores, se a gente quiser, se a gente não quiser também, a gente abre mão deles no decorrer da nossa vida e muda tudo, né?
Mas, eh, eu ouvi uma declaração muito bonita da sua mãe, foi num documentário que você fez. Fui, fui eu fuço. Gente,
eu sou dessas.
Achei lindo, achei lindo aquele documentário que foi feito seus pais.
Eh, gostei demais pela simplicidade deles. Vi que você é muito conectada com
deles. Vi que você é muito conectada com o seu pai, né? E histórias muito bonitas, porque histórias de uma construção mesmo, sabe? Eh, de
simplicidade, de conquista. E talvez muito, talvez
de conquista. E talvez muito, talvez não, com certeza muito desse seu olhar, né? Muito das suas ações, do que você se
né? Muito das suas ações, do que você se dedica e se doa hoje, venha disso aí, né? Eu acredito nisso, com certeza. Eu
né? Eu acredito nisso, com certeza. Eu
eu assim, eu me espelho neles o tempo inteiro. Eu eu eu penso comigo assim,
inteiro. Eu eu eu penso comigo assim, nossa, será que eu tô sendo um pouquinho da minha mãe e do meu pai? Porque se eu for, vou ficar muito feliz.
Não, e dá até aquele medinho, né? Quem
não tem aquele medinho, será que eu tô fazendo isso? Meu pai, eu sair de casa
fazendo isso? Meu pai, eu sair de casa muito cedo, né? saí de casa com 16 anos, mas eles sempre esveram comigo de alguma forma me abençoando, me guiando com princípios e valores que eu nunca jamais
esqueci, né? Então meus pais eles me deram que
né? Então meus pais eles me deram que eles não tiveram, né? Então
né? Então é isso é imensurável, né? O valor disso é imensurável. Então é por eles, para
é imensurável. Então é por eles, para eles e com eles que eu faço tudo isso.
Ai que lindo. Mãe e pai, vocês devem vir isso aí, hein?
Rê próximos passos. Conta pra gente o que que você tá aí prestes a fazer. Sei
que você já tá com viagem marcada de novo. Quais são os próximos planos, né?
novo. Quais são os próximos planos, né?
Os próximos eventos, as atuações. Tem
livro novo a caminho? Que que que que vem por aí? Conta pra gente.
Ol, tem muita coisa, muita coisa. a
gente tá realmente aberta, aberto a a promover essa conexão do Brasil, a ser eh fazer essa articulação, a ser cielo, né, enquanto em BRAPA, eh enquanto
mulheres também da gente tentar conectar esses atores para que a gente possa promover eh a inovação, levar pesquisa, levar conhecimento, fazer com que o Brasil se conheça, se reconheça e se valorize. Isso que a gente vai fazer,
valorize. Isso que a gente vai fazer, aproveitando todas as oportunidades, fortalecendo todos os atores que estão de alguma maneira já fazendo a sua parte para que a gente possa chegar ali e somar. Então esse é o nosso grande é a
somar. Então esse é o nosso grande é a nossa grande intenção. A gente já iniciou esse trabalho no Nordeste o ano passado com essas visitas que eu fiz. A
gente vai dar continuidade, assim como a região norte e continuar fortalecendo o Sudeste, né, para que a tecnologia, a inovação continue sendo gerada, ampliada e isso é dinâmico, não pode parar.
Uhum. muita disposição, tem que tomar muito café para dar conta, né?
Nossa, tem gente tem que ser mega cafeidada e não só café e cultura, mas eu acho que todas as setores, as áreas precisam de
profissionais, assim, sabe? Eu acho que a gente tá tá precisando de pessoas que fazem acontecer, mas fazem acontecer com propósito. Não adianta fazer para poder
propósito. Não adianta fazer para poder bater um carimbo ali, receber um título, mas com propósito de fazer acontecer e de mudar a vida das outras pessoas. Eu
acho que o mundo tá precisando de muita gente assim.
Olha, eh, tá. E eu sou grata por conviver com muitas pessoas assim.
Uhum.
Então, eu sempre falo assim, a gente precisa dar o primeiro passo, a gente precisa fazer a nossa parte. A hora que a gente começa a fazer isso, a gente se conecta com quem também tá fazendo. E é
isso que soma. Eu falo porque o os dispostos se atraem.
Sim, né? E eu tô atrás dos dispostos e quem
né? E eu tô atrás dos dispostos e quem tiver disposto pode vir junto. E aí,
viu? Desafio, né?
É.
Vou deixar essa câmera aberta aqui agora para você deixar uma última palavra que você quiser sobre você, sobre o café, sobre Rondônia, sobre o que vem pela
frente. É toda sua.
frente. É toda sua.
Quero agradecer a oportunidade de estar aqui com a Tati, né? uma oportunidade da gente falar de café, falar de pessoas, falar de conexão, de transformação e fazer um convite, um convite para você
que é amante do café, que é amante do Brasil, que quer ver essa nação do café realmente fortalecida, faça parte dessa corrente que compartilha conhecimento, experiências, que ajude a conectar para
que a gente possa conhecer, reconhecer e valorizar o nosso Brasil, o nosso café.
Quero super agradecer sua presença. Acho
que a gente teria muita coisa para conversar e vamos ter oportunidade de fazer isso ainda. Muitas. Vou estar lá no dia de campo, não vou perder por nada, porque a gente sempre aprende, né?
Por mais que a gente estude, leia, né?
Eh, acompanhe profissionais da área, eu acho que é importante a gente vivenciar com certeza. Então essa conexão com quem
com certeza. Então essa conexão com quem ama o café, né, com a natureza, com as fazendas, com todos os processos que acontecem Redigora. É, eu assim, eu
acontecem Redigora. É, eu assim, eu trago isso pra minha vida particular também, sabe? Às vezes eu falo assim:
também, sabe? Às vezes eu falo assim: "Nossa, como foi bom esse dia, sabe? Eu
tô me sentindo plena, assim, é muito bom. Obrigada, obrigada de coração.
bom. Obrigada, obrigada de coração.
Eu que agradeço, viu? Muito muito muito sucesso.
viu? Muito muito muito sucesso.
Sucesso e que você ainda traga aí muitas realizações paraa café cultura do nosso país.
Eu humildemente quero contribuir de verdade e aprender muito. Já tô
aprendendo muito aqui em Brasília.
Começar pelas ruas.
Ela vai daqui a pouco ela costuma, ela vai ó tirar de letra. Não vai nem precisar do exo mais.
Obrigada, obrigada, obrigada mesmo pela oportunidade.
Obrigada. E pr você que gostou desse nosso episódio, compartilhe, curta aí. e acompanhe a gente que vem
curta aí. e acompanhe a gente que vem mais coisa pela frente. Como eu sempre digo, o café sempre será a nossa melhor conexão. Até a próxima.
conexão. Até a próxima.
Loading video analysis...